segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Sl 104(103)

1  Bendiz, ó minha alma, o SENHOR!
     SENHOR, meu Deus, como Tu és grande!
     Estás revestido de esplendor e majestade!


2  Estás envolto num manto de luz
     e estendeste os céus como um véu.

 
3  Fixaste sobre as águas a tua morada,
     fazes das nuvens o teu carro,
     caminhas sobre as asas do vento.


4  Fazes dos ventos teus mensageiros,
     e dos relâmpagos, teus ministros.


5  Fundaste a terra sobre bases sólidas,
     ela mantém-se inabalável para sempre.

 
6  Tu a cobriste com o manto do abismo
     e as águas cobriram as montanhas;


7  mas, à tua ameaça, elas fugiram,
     ao fragor do teu trovão, estremeceram.


8  Ergueram-se as montanhas, cavaram-se os vales
     nos lugares que lhes determinaste.


9  Puseste limites às águas, para não os ultrapassarem,
     e nunca mais voltarem a cobrir a terra.


10  Transformas as fontes em rios, que serpenteiam entre as montanhas.

11  Eles dão de beber a todos os animais selvagens,
     neles matam a sede os veados dos montes.


12  Os pássaros do céu vêm morar nas suas margens;
     ali chilreiam entre a folhagem.


13  Das tuas altas moradas regas as montanhas;
     com a bênção da chuva sacias a terra.


14  Fazes germinar a erva para o gado
     e as plantas úteis para o homem,
     para que da terra possa tirar o seu alimento:


15  o vinho, que alegra o coração do homem,
     o azeite, que lhe faz brilhar o rosto,
     e o pão, que lhe robustece as forças.


16  Matam a sua sede as árvores do SENHOR,
     os cedros do Líbano que Ele plantou.


17  Nelas fazem ninho as aves do céu;
     a cegonha constrói a sua casa nos ciprestes.


18  Os altos montes são abrigo para as cabras,
     e os rochedos, para os animais roedores.


19  A Lua cumpre as várias estações
     e o Sol conhece o seu ocaso.


20  Tu estendes as trevas e faz-se noite,
     nela vagueiam todos os animais da selva.


21  Rugem os leões em busca da presa,
     pedindo a Deus o seu alimento.


22  Mas, ao nascer do Sol, logo se retiram,
     para se recolherem nos seus covis.


23  Então o homem sai para o trabalho
     e moureja até anoitecer.


24  SENHOR, como são grandes as tuas obras!
     Todas elas são fruto da tua sabedoria!
     A terra está cheia das tuas criaturas!


25  Lá está o mar, grande e vasto,
     onde se agitam inúmeros seres,
     animais grandes e pequenos.


26  Nele passam os navios e ainda o Leviatan,
     monstro que Tu criaste, para ali brincar.


27  Todos esperam de ti
     que lhes dês comida a seu tempo.


28  Dás-lhes o alimento, que eles recolhem,
     abres a tua mão e saciam-se do que é bo
m.

29  Se deles escondes o rosto, ficam perturbados;
     se lhes tiras o alento, morrem
     e voltam ao pó donde saíram.


30  Se lhes envias o teu espírito, voltam à vida.
     E assim renovas a face da terra.


31  Glória ao SENHOR por toda a eternidade!
     Que o SENHOR se alegre em suas obras!


32  Ele olha para a terra e ela estremece,
     toca nos montes e eles fumegam.


33  Cantarei ao SENHOR, enquanto viver;
     louvarei o meu Deus, enquanto existir.


34  Que o meu cântico lhe seja agradável,
     pois no SENHOR encontro a minha alegria.


35  Desapareçam da terra os pecadores!
     Os ímpios deixem de existir!
     Bendiz, ó minha alma, o SENHOR!
     Aleluia!

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