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domingo, 26 de outubro de 2014

MT 7, 24-29




24  «Todo aquele que escuta estas minhas palavras e as põe em prática é como o homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha.

25  Caiu a chuva, engrossaram os rios, sopraram os ventos contra aquela casa; mas não caiu, porque estava fundada sobre a rocha.

26  Porém, todo aquele que escuta estas minhas palavras e não as põe em prática poderá comparar-se ao insensato que edificou a sua casa sobre a areia.

27  Caiu a chuva, engrossaram os rios, sopraram os ventos contra aquela casa; ela desmoronou-se, e grande foi a sua ruína.»

28  Quando Jesus acabou de falar, a multidão ficou vivamente impressionada com os seus ensinamentos,

29
  porque Ele ensinava-os como quem possui autoridade e não como os doutores da Lei.








segunda-feira, 17 de março de 2014

Passar da tristeza à alegria

DOIS CORAÇÕES A CAMINHO DA PÁSCOA I

 




Um coração passeava, pulando de alegria. Cantarolava as suas músicas preferidas enquanto se maravilhava com tudo o que estava à sua volta!!!

Entre um pulo e outro, viu um seu amigo, outro coração, que caminhava muito lentamente, olhando para o chão!



– Olá, olá amigo coração! Que bom encontrar-te aqui! Como estás? – perguntou o coração alegre, transbordando de alegria.

 – Ah… olá! Bem!... – disse o coração com um tom de voz muito baixinho e nada efusivo!

 – Bem??? – questionou o coração alegre, nada convencido com a resposta do amigo – Que tens? Perdeste alguma coisa? É por isso que estás a andar devagarinho e a olhar para o chão?

 – Não! – respondeu o coração, surpreendido com a pergunta! - Nem sei porque estou a olhar para o chão!

 – Ah! – Exclamou o coração alegre, também ele surpreendido – pensava que tinhas perdido alguma coisa!

 – Hum! – exclamou o coração triste, após uns breves momentos de silêncio. Pensando melhor – continuou – acho que perdi uma coisa! Acho que perdi a alegria… e, por isso, estou triste!

 – Se a perdeste, vamos já procurá-la!!! – sugeriu o coração alegre com muito entusiasmo e carinho pelo seu amigo.

 – Acho que não a vamos encontrar! – exclamou o coração triste, sem esperança alguma.

 – Claro que vamos! – exclamou o coração alegre cheio de confiança. Só temos que procurar!

 – Se procurarmos, encontramos?

 – Sim! Eu encontrei


    – Pois, bem vejo! Estás tão alegre, tão feliz! – exclamou o coração fixando o olhar no seu amigo e acrescentando
 
   – Não sei porque estou triste, mas sei que não quero estar triste! Também eu quero sorrir como tu. Quero sorrir contigo! Qual é o teu segredo?

 – Segredo? – exclamou surpreendido o coração alegre – Não é nenhum segredo!

 – Se não é segredo, porque é que eu não sei?

 – Não sei! – respondeu, também intrigado o coração alegre! – mas do que depender de mim vais ficar a saber!

 – Por onde começamos a procurar? – perguntou o coração com vontade de saber.

 – Hum! – murmurava o coração enquanto pensava. Mas eis que, dando um pulo, exclamou efusivamente – já sei! – Então, tirou da sua mochila um livro e, sentando-se, abriu-o.

 – Um livro? Um livro com pistas?

 – Sim! Vamos procurar como passar da tristeza para a alegria!

 – Que livro é esse?

 – A Bíblia! E vamos começar com a ajuda do Paulo, um amigo de Jesus!

 – Amigos que nos vão ajudar a fazer essa passagem… que bom!. Já não me sinto tão sozinho!

 – Paulo escreveu uma carta sobre o Amor!

– O Amor? – interrompeu o coração – Pensei que ele nos fosse falar da alegria! Será que a pista do Amor nos leva à alegria? Estou mesmo curioso! – exclamou o coração, sentando-se prontamente, também ele, para escutar.
 
O amor é paciente e bom.

O amor não é invejoso.

O amor não é orgulhoso.

O amor não é egoísta.

O amor não é violento.

O amor não guarda rancor.

O amor não se alegra com o mal.

Alegra-se com o que é bom e verdadeiro.

O amor não perde a coragem.

O amor dura para sempre.

 – A alegria vem do amor! Será que se amar encontro a alegria? – exclamou curioso o coração, após escutar as palavras de Paulo.

 – Que tal seguirmos as pistas de Paulo? Estou certo que vamos descobrir coisas surpreendentes sobre o que é amor e sobre o que não é amor…

 – Vamos descobrir o que faz o coração ficar triste e o que faz o coração ficar alegre?

 – Que excelente ideia! Vamos a isso!


Proposta para a Quaresma do site Catequese.net
 

quinta-feira, 6 de março de 2014

O que é a Quaresma?

A Quaresma inicia-se na Quarta Feira de Cinzas e prolonga-se por 40 dias até Quarta Feira Santa. Na Quinta Feira Santa, com a Ceia do Senhor, entramos no Tríduo Pascal em que celebramos a morte e a ressureição de Jesus.
É um tempo propício para os cristãos renovarem a sua adesão a Cristo, seguindo um caminho de profunda e progressiva reflexão. Como individualmente e em comunidade, preparamo-nos para a celebração da Páscoa do Senhor.
 
Nas celebrações deixamos para trás o Tempo Comum e introduzem-se algumas alterações:
  • A cor utilizada é a roxa;
  • No altar não se colocam flores;
  • Não se canta o Glória nem o Aleluia que se retoma apenas após a Ressureição de Jesus.
Não se trata de "cultivar" a tristeza mas sim de criar um ambiente mais sereno que nos ajude a refletir.


Como viver a Quaresma?
 
Todos os cristãos deveriam participar ativamente na sua comunidade para viver este tempo com especial intensidade. Infelizmente para muitos é mais um periodo da Igreja que não diz nada, para outros a correria do dia a dia "não deixa tempo" para  participar.
Viver a Quaresma começa por conhecer a sua razão de ser e aproveitar este tempo de salvação para viver com alegria a festa da páscoa.
 

Símbolos da Quaresma

Tradicionalmente, ao tempo da Quaresma  associamos as cinzas, o deserto, os quarenta días e o jejum. Através destes símbolos preparamos o caminho que nos leva até à Páscoa da Ressureição.

 
As cinzas
"Deus formou o homem com o pó da terra" (Gen 2,7)
" tu és pó e ao pó voltarás. " (Gen3,19) 
 
Este símbolo já estava presente logo no início da Biblia.
Representa a consciência do nada que é a criatura face ao Criador:
 
"Abraão prosseguiu: "Pois que me atrevi a falar ao meu Senhor, eu que sou apenas cinza e pó." (Gn 18,27). 
 
 
Nos primeiros tempos a imposição das cinzas simbolizava o caminho dos penitentes (os pecadores que tinham rompido a comunhão eclesial) que queriam receber a reconciliação no final da Quaresma. Faziam penitência, vestiam o hábito penitencial e impunham as cinzas em si próprios, apresentando-se assim perante a comunidade, expressavam a sua conversão voltando assim à comunidade cristã.
Este manifestação em grupo foi-se perdendo no entanto continua a ser um tempo de rconciliação com Deus e renovação do nosso batismo na Vigilia Pascal.
E o ato imposição das cinzas manteve-se, todas as Quartas Feiras de Cinzas os cristão recebem as cinzas na face ou na cabeça com o objetivo de se reconhecerem como  pecadores e  dispostos a iniciar um caminho de conversão quaresmal.
Após as leituras e homilía, pela Palavra de Deus, somos convidados à conversão.
 
O deserto
 
O deserto é um espaço árido, sem água e solitário. Mas é esse lugar concreto que a Biblía apresenta também como local de união com Deus.
Foi no deserto (na montanha de Sinai) que Moisés passou 40 dias sem comer nem beber para receber a lei de Deus(Ex 24, 12-18; 34).
Elías vive a dureza do deserto durante 40 dias e 40 noites reconfortado com a comida que lhe trouxe um anjo do Senhor (1 Re 19,3-8).
São homens marcados pela dureza do deserto mas também pela visão de Deus no final do seu caminhar.
 
O deserto é o espaço concreto da união com Deus por isso também Oseias o propõe como o lugar propício para interiorizar a Sua mensagem (Os 2, 16-17):
 
16 É assim que a vou seduzir: ao deserto a conduzirei, para lhe falar ao coração.

17 Dar-lhe-ei então as suas vinhas e o Vale de Acor será como porta de esperança. Aí, ela responderá como no tempo da sua juventude, como nos dias em que subiu da terra do Egipto.
  


Também Cristo viveu 40 dias no deserto, experimentou a tentação, viveu o encontro e diálogo íntimo com o Pai e preparou-se para o seu ministério público.
Se o "deserto" é um periodo de sofrimento também pode ser (e é) purificador se nos abrirmos ao Amor de Deus, ao diálogo com o Pai através da oração.
 
Por vezes fugimos destes espaços de silêncio e solidão porque temos medo de nos encontrar com o nosso eu e com Deus e descobrir o quanto estamos longe do Seu projeto. Por isso, a experiência de deserto requer coragem, humildade e vontade de recomeçar.
 

Os 40 dias
 
O número 40 é referido várias vezes na Bíblia:
  • os 40 dias que Moisés e Elías passaram no deserto;
  • os 40 anos que o povo eleito passou no deserto até chegar à terra prometida;
  • os 40 dias que Jesus passou no deserto antes de iniciar a sua missão;
  • os 40 dias da Ascensão.

Assim, os 40 dias da Quaresma fazem memória destes momentos. Mas na relação com o Pai o tempo e o espaço são fundamentais e se o "deserto" (silêncio, ausência de distrações, etc.) é o local adequado para o encontro a dois, os 40 dias da Quaresma é o tempo propício e oportuno para a oração e conversão.

O jejum
Todo aqueles que se retiram para o deserto experimentam o jejum.

Os profetas Joel e Isaías falam-nos no verdadeiro sentido desta antiga prática penitencial:

 
"...voltem a Mim de todo o coração, con jejuns,lágrimas e gemidos. Rasgai os vossos corações e não as vossas vestes e convertam-se ao Senhor, vosso Deus."(Joel 2, 12-18)
 
 
"O jejum que me agrada é este: libertar os que foram presos injustamente, livrá-los do jugo que levam às costas, pôr em liberdade os oprimidos, quebrar toda a espécie de opressão, repartir o teu pão com os esfomeados, dar abrigo aos infelizes sem casa, atender e vestir os nus e não desprezar o teu irmão. Então, a tua luz surgirá como a aurora, e as tuas feridas não tardarão a cicatrizar-se. A tua justiça irá à tua frente, e a glória do Senhor atrás de ti. Então invocarás o Senhor e Ele te atenderá, pedirás auxílio e te dirá: Aqui estou!"
(Isaías 58, 6-9)

O jejum de comida deu também lugar ao jejum como símbolo e expressão de uma renuncia a tudo o que nos impede de realizar o projeto de Deus.
O jejum convidando-nos à solidariedade patr com os que efetivamente passam fome, com os que são alvo de injustiças, de qualquer tipo de opressão e exploração.
 
Precisamos de descobrir os outros jejuns...tais como não falar mal dos outros, evitar gastos desnecessários, entregar o nosso tempo para ajudar e servir os outros....os outros jejuns que nos ajudam a amar a Deus e ao próximo.




domingo, 9 de fevereiro de 2014

Filho

Música

Filho porque vives só
Quanto tempo Eu esperei
para ouvir tua voz.
Filho, estás sempre bem presente
e na mão tenho gravado o teu nome
não te posso esquecer. 


E por muito que procures
mesmo negando que sou teu Pai
tu sempre serás filho para Mim.

Filho, Eu vi-te sem sentido
vivendo um vazio total
mendigando amor.
 
Filho, não podes ser tão cego
e esquecer o quanto és querido para Mim
até dar por ti a vida.

 
E por muito que procures
mesmo negando que sou teu Pai
tu sempre serás filho para Mim.
 
 
Só desejo que em teu coração
me reconheças como Pai.
Só desejo ouvir dos teus lábios,
uma palavra: Pai, Pai, Pai, Pai.
 
Filho, tu crês que Deus pode chorar?
Pois estou chorando agora
só de ver-te aqui.
 
Filho, está preparada a tua festa
desde o dia em que te dei a vida
era para seres feliz.
 
E por muito que procures
mesmo negando que sou teu Pai
tu serás sempre filho para Mim.
 
 
Cancioneiro Verbum Dei (versão espanhola)

5ª etapa – Um amigo chamado Jesus


Objectivo
Descobrir Jesus como o grande Amigo que nos ama a tal ponto que deu a vida por nós.
Aprender a ler a Bíblia como a Palavra que nos revela o modo de comunicar com Ele e de O amar.
 
Catecismo da criança
«Jesus gosta de mim» - catequeses  15, 16 e 17 (pp 62 a 73)
 
Em casa - Guia dos pais
 1ª semana - pp 53 a 60
 3ª semana - pp 61 a 64
 
Leituras
 
Sugestão para o diálogo em casa (1ª semana):
15 - Jesus gosta de seu Pai / 16 -Jesus fala com o seu Pai
Objetivo:
  • Descobrir que o Pai de Jesus é Deus.
  • Descobrir que Jesus fala com o seu Pai através da oração.
  • Descobrir o desejo de falar com Jesus/Deus
A catequese 15 e 16 fala-nos da relação de Jesus com o Deus Pai. A relação entre Jesus e o Pai era uma relação que assentava num amor profundo e manifestava-se de muitas formas nomeadamente na obediência e confiança total, a ponto de Jesus depositar a Sua vida nas mãos do Pai.
Era também uma relação extremamente carinhosa: Jesus chamava muitas vezes o seu Pai de “Abba” (que quer dizer paizinho) e Deus referia-se a Ele como “o meu Filho muito amado”.
E claro, uma relação que assentava no dialogo que era/é nada mais nada menos que a oração. Jesus ia buscar a sua força, a alegria, a sua coragem rezando ao Pai, falando com Ele. E porque falava com Ele, conheceu-O melhor que ninguém e por isso nos revelou o Pai Deus desde o mais intimo.
A sugestão para esta semana é que comecem a abordar estas duas catequeses através da vossa experiencia como Pais. E porquê?
Nem sempre é fácil perceber ou explicar esta relação Deus filho / Deus pai e por sugerimos que abordem desde o vosso coração de pais. Digam-lhes o que é ser pai, o que sentem por eles, o quanto os amam, encham-nos de beijinhos e que digam-lhes que Jesus tal como também tinha um Pai e que teve com Ele uma relação linda e perfeita.
Expliquem-lhes que Deus quer ter com cada um essa relação de Pai e Filho, tão maravilhosa como tinha com Jesus: quer cuidar de nós, velar por nós e estar sempre presente para cada um, ainda que não o consigamos ver e mesmo quando não conseguimos acreditar Nele. E que a oração é a forma de conversarmos e escutarmos este Pai que nos ama tanto.
Provavelmente as nossas crianças vão dizer que não O ouvem….é verdade .... o diálogo com Deus não se trata de um debitar de palavras, é um diálogo de amor que se sente no coração. Por outro lado, o tempo de Deus não é o nosso, a sua resposta surge em alturas e de formas inesperadas.
Nas páginas 65 e 69 há duas atividades que as crianças podem fazer e que ajuda a abordar estes temas.
Aos pais sugere-se a leitura de Mt 6, 5-15 e que procurem rezar diariamente com os vossos filhos. Para além do habitual Pai Nosso, Avé Maria …aventurem-se (que mainda não o faz) na oração-diálogo, através de uma pequena conversa que pode ser um “Obrigada Pai pelo dia de hoje……..”
Por fim, deixamos ainda algumas questões para, vocês pais, refletirem :
  • Lembro-me de Deus no meu dia a dia?
  • O que é rezar?
  • Costumo rezar?
  • Se sim, sozinho ou em família?
  • E porque rezo?
Sugerimos que oiçam uma música cuja a versão em português está no link "Filho"

Tenham uma boa semana.