domingo, 9 de fevereiro de 2014

Filho

Música

Filho porque vives só
Quanto tempo Eu esperei
para ouvir tua voz.
Filho, estás sempre bem presente
e na mão tenho gravado o teu nome
não te posso esquecer. 


E por muito que procures
mesmo negando que sou teu Pai
tu sempre serás filho para Mim.

Filho, Eu vi-te sem sentido
vivendo um vazio total
mendigando amor.
 
Filho, não podes ser tão cego
e esquecer o quanto és querido para Mim
até dar por ti a vida.

 
E por muito que procures
mesmo negando que sou teu Pai
tu sempre serás filho para Mim.
 
 
Só desejo que em teu coração
me reconheças como Pai.
Só desejo ouvir dos teus lábios,
uma palavra: Pai, Pai, Pai, Pai.
 
Filho, tu crês que Deus pode chorar?
Pois estou chorando agora
só de ver-te aqui.
 
Filho, está preparada a tua festa
desde o dia em que te dei a vida
era para seres feliz.
 
E por muito que procures
mesmo negando que sou teu Pai
tu serás sempre filho para Mim.
 
 
Cancioneiro Verbum Dei (versão espanhola)

Preparar o presépio

No passado dia 15 de Dezembro alguns pais e catequistas da catequese do Vimeiro reuniram-se no Vimeiro para meditarem sobre o Advento e preparar o presépio. Esteve presente o P. Eduardo (o nosso prior) que nos falou também sobre este período de esperança e alegria.
Ficam duas fotos (de qualidade duvidosa:)) do encontro e de um momento em que as crianças se aproximaram do presépio com o à vontade que as carecteriza.



Jo 15, 9-17

9 «Assim como o Pai me tem amor, assim Eu vos amo a vós. Permanecei no meu amor.

10 Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor, assim como Eu, que tenho guardado os mandamentos do meu Pai, também permaneço no seu amor.

11 Manifestei-vos estas coisas, para que esteja em vós a minha alegria, e a vossa alegria seja completa.

12 É este o meu mandamento: que vos ameis uns aos outros como Eu vos amei.

13 Ninguém tem mais amor do que quem dá a vida pelos seus amigos.

14 Vós sois meus amigos, se fizerdes o que Eu vos mando.

15 Já não vos chamo servos, visto que um servo não está ao corrente do que faz o seu senhor; mas a vós chamei-vos amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi ao meu Pai.

16 Não fostes vós que me escolhes-tes; fui Eu que vos escolhi a vós e vos destinei a ir e a dar fruto, e fruto que permaneça; e assim, tudo o que pedirdes ao Pai em meu nome Ele vo-lo concederá.

17 É isto o que vos mando: que vos ameis uns aos outros.»
  

Mt 6, 5-15

5 «Quando orardes, não sejais como os hipócritas, que gostam de rezar de pé nas sinagogas e nos cantos das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo: já receberam a sua recompensa.

6 Tu, porém, quando orares, entra no quarto mais secreto e, fechada a porta, reza em segredo a teu Pai, pois Ele, que vê o oculto, há-de recompensar-te.

7 Nas vossas orações, não sejais como os gentios, que usam de vãs repetições, porque pensam que, por muito falarem, serão atendidos.

8 Não façais como eles, porque o vosso Pai celeste sabe do que necessitais antes de vós lho pedirdes.»

9 «Rezai, pois, assim:
‘Pai nosso, que estás no Céu,
santificado seja o teu nome,

10 venha o teu Reino;
faça-se a tua vontade,
como no Céu, assim também na terra.

11 Dá-nos hoje o nosso pão de cada dia;

12 perdoa as nossas ofensas,
como nós perdoámos a quem nos tem ofendido;

13 e não nos deixes cair em tentação,
mas livra-nos do Mal.’

14 Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também o vosso Pai celeste vos perdoará a vós.

15 Se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também o vosso Pai vos não perdoará as vossas.»

5ª etapa – Um amigo chamado Jesus


Objectivo
Descobrir Jesus como o grande Amigo que nos ama a tal ponto que deu a vida por nós.
Aprender a ler a Bíblia como a Palavra que nos revela o modo de comunicar com Ele e de O amar.
 
Catecismo da criança
«Jesus gosta de mim» - catequeses  15, 16 e 17 (pp 62 a 73)
 
Em casa - Guia dos pais
 1ª semana - pp 53 a 60
 3ª semana - pp 61 a 64
 
Leituras
 
Sugestão para o diálogo em casa (1ª semana):
15 - Jesus gosta de seu Pai / 16 -Jesus fala com o seu Pai
Objetivo:
  • Descobrir que o Pai de Jesus é Deus.
  • Descobrir que Jesus fala com o seu Pai através da oração.
  • Descobrir o desejo de falar com Jesus/Deus
A catequese 15 e 16 fala-nos da relação de Jesus com o Deus Pai. A relação entre Jesus e o Pai era uma relação que assentava num amor profundo e manifestava-se de muitas formas nomeadamente na obediência e confiança total, a ponto de Jesus depositar a Sua vida nas mãos do Pai.
Era também uma relação extremamente carinhosa: Jesus chamava muitas vezes o seu Pai de “Abba” (que quer dizer paizinho) e Deus referia-se a Ele como “o meu Filho muito amado”.
E claro, uma relação que assentava no dialogo que era/é nada mais nada menos que a oração. Jesus ia buscar a sua força, a alegria, a sua coragem rezando ao Pai, falando com Ele. E porque falava com Ele, conheceu-O melhor que ninguém e por isso nos revelou o Pai Deus desde o mais intimo.
A sugestão para esta semana é que comecem a abordar estas duas catequeses através da vossa experiencia como Pais. E porquê?
Nem sempre é fácil perceber ou explicar esta relação Deus filho / Deus pai e por sugerimos que abordem desde o vosso coração de pais. Digam-lhes o que é ser pai, o que sentem por eles, o quanto os amam, encham-nos de beijinhos e que digam-lhes que Jesus tal como também tinha um Pai e que teve com Ele uma relação linda e perfeita.
Expliquem-lhes que Deus quer ter com cada um essa relação de Pai e Filho, tão maravilhosa como tinha com Jesus: quer cuidar de nós, velar por nós e estar sempre presente para cada um, ainda que não o consigamos ver e mesmo quando não conseguimos acreditar Nele. E que a oração é a forma de conversarmos e escutarmos este Pai que nos ama tanto.
Provavelmente as nossas crianças vão dizer que não O ouvem….é verdade .... o diálogo com Deus não se trata de um debitar de palavras, é um diálogo de amor que se sente no coração. Por outro lado, o tempo de Deus não é o nosso, a sua resposta surge em alturas e de formas inesperadas.
Nas páginas 65 e 69 há duas atividades que as crianças podem fazer e que ajuda a abordar estes temas.
Aos pais sugere-se a leitura de Mt 6, 5-15 e que procurem rezar diariamente com os vossos filhos. Para além do habitual Pai Nosso, Avé Maria …aventurem-se (que mainda não o faz) na oração-diálogo, através de uma pequena conversa que pode ser um “Obrigada Pai pelo dia de hoje……..”
Por fim, deixamos ainda algumas questões para, vocês pais, refletirem :
  • Lembro-me de Deus no meu dia a dia?
  • O que é rezar?
  • Costumo rezar?
  • Se sim, sozinho ou em família?
  • E porque rezo?
Sugerimos que oiçam uma música cuja a versão em português está no link "Filho"

Tenham uma boa semana.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Quem é Deus?

Esta é umas perguntas mais difíceis de responder, mas das mais importantes na nossa vida de cristãos. Para não "divagar" vou utilizar a definição de Francois Varillion, SJ, :
" Jesus revela-nos quem é Deus: Deus é Amor. Sabemo-lo, sim; mas tomamos a sério esta afirmação? (...) Entrar no amor é entrar na alegria, mas também é entrar na dor"
Aceitar esta alegria e esta dor é fundamental em perceber o amor em plenitude, o amor que se dá continuamente, que está para além da nossa compreensão.

A pergunta seguinte é o poder do amor, se Deus é Amor e só Amor, o seu poder só se exprime no amor.
Como diz o o autor citado: " Por vezes, diz-se: Deus pode tudo! Não, Deus não pode tudo, Deus não pode senão o que pode o amor. Porque Ele não é senão o amor.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Como construir comunidades?


Como construir comunidade – ou melhor, como construir “Igreja”?

Certamente: a Igreja não somos nós quem a constrói, mas o Espírito Santo de Deus. É Ele quem vai transformando o coração egoísta e individualista, soberbo e orgulhoso de cada um de nós, e lhe vai dando a “forma de Cristo”.

A Igreja não nasce da vontade humana; não nasce de uma eficácia planeada e conseguida: fora assim, e dela restaria apenas, há muitos séculos, uma vaga memória nos livros de história, como acontece com todos os empreendimentos humanos, destinados, inevitavelmente, a desaparecer. Ao contrário, a Igreja permanece porque nasce daquela comunidade primeira que é a Santíssima Trindade, porque caminha para aquela comunidade última que é também o Deus uno e trino, e porque por Ela é animada no presente, no meio dos acontecimentos da história.

É certo que, ao longo dos tempos, também a Igreja teve momentos mais fortes (quando os cristãos se tornaram mais dóceis ao Espírito Santo) e outros mais fracos (quando a fé enfraqueceu e nos esquecemos de Deus).

E, no entanto, não podemos deixar de nos perguntar: como construir comunidade – ou, melhor, como construir “comunidades”: quero dizer, como fazer das nossas paróquias, das nossas comunidades cristãs, verdadeiras comunidades, onde se respira o Evangelho, comunidades de irmãos e não de indiferentes; comunidades que acolhem e que não se limitam a “prestar serviços”; comunidades que saem de si e não comunidades que vivem fechadas na poeira das suas tradições?

A resposta não pode ser outra senão esta: fortalecendo a fé, sem colocar barreiras à vontade do Espírito Santo, antes colaborando com Ele, deixando que a cada um de nós Ele nos faça ousados, deixando-nos converter.

Mas a esta resposta primeira, não pode deixar de se seguir, imediatamente, uma outra: evangelizando. Com efeito, o Espírito não nos deixa nunca permanecer “mudos”. Aquele que se deixa transformar pelo Espírito, esse fala, torna-se Palavra: na sua vida, nos seus gestos, nas suas palavras e nos seus silêncios.

Ao contrário, quando procuramos ser cristãos à nossa maneira, ficamos cada vez mais mudos. Deixamos de interpelar, de convidar, simplesmente porque vamos deixando de ser. Mesmo que, exteriormente, continuemos a cumprir todo o programa religioso que nos propusemos, ou que o mundo nos pede.